A última vez que escrevi aqui estava com o manual da fuvest nas mãos. Desde então, muitas coisas aconteceram. Passei pra segunda fase e já fiz a prova de português e redação. E acho que fui bem. Amanhã tem história. Em fevereiro, se meu nome aparecer na lista de aprovados, pode ser o começo de uma nova história pra mim. E seja o que Deus quiser porque eu confio Nele demais.
domingo, janeiro 06, 2008
terça-feira, agosto 21, 2007
terça-feira, julho 17, 2007
sábado, julho 14, 2007
sábado, junho 30, 2007
quinta-feira, junho 28, 2007
"Em meados de fevereiro, quando fez 10 anos, Liesel ganhou uma boneca usada, com uma perna faltando e o cabelo amarelo.
- Foi o melhor que pudemos fazer - desculpou-se o pai."
(Extraído do livro "A menina que roubava livros", de Markus Zusak*)
Lendo este trecho, comecei a pensar sobre minha infância. Qual o brinquedo que mais gostei de ganhar? Sempre tive muitos brinquedos, alguns herdados das três irmãs mais velhas, mas em sua maioria todos dados a mim novinhos em folha pelas avós, tios e pais. Todo aniversário era aquela alegria. Festas lindas preparadas só para mim, amiguinhos enchiam a casa, parentes me enchiam de presentes. Lembro de alguns brinquedos com tanto carinho que me emociono até.
Mamãe sempre cheia de mimos adorava me dar ursinhos carinhosos e chuquinhas. As coleções cresciam e eu me maravilhava. Acordava cedinho e ia direto pra cama dos papais. Não tardava, mamãe voltava com a mamadeira de nescau. Deliciosa! Cochilava e quando ela me acordava novamente, bastava olhar para o criado-mudo ao lado da cama e lá estava um novo ursinho carinhoso ou uma nova chuquinha com seus mini-brinquedos. Coleções adoradas e que se perderam...
Certa vez, escolhi de presente de Natal uma boneca da estrela. Ela vinha com uma touca na cabeça e uma roupa que você colocava na água e revelava o sexo da boneca. Sim, podia ser um menino. Mas você podia ser sortuda e ganhar gêmeos. Bastava escrever para a Estrela e você recebia em casa a outra boneca. Minha mãe correu atrás demais. O lançamento se esgotou rapidamente. Até hoje, consigo me lembrar de alguns detalhes do local onde ela achou. Eu estava junto. Era tipo uma galeria e havia esta loja de brinquedos. Compramos a última boneca daquele local onde os brinquedos se empilhavam devido ao pouco espaço. Poeira você ganhava de brinde. Esperei ansiosamente a noite de natal. Abri, vovó preparou a bacia de água, coloquei a roupinha da boneca e descobri que tinha uma filha. O umbigo dela era um botão...
A primeira bicileta novinha a gente nunca esquece. Dia das crianças. Meus padrinhos me ligaram e disseram que eu deveria ir pra lá. Sai correndo. Cheguei e minha vó me deu uma bicicleta feita de arame (uma graça) e disse que adoraria me dar uma de verdade, mas não tinha dinheiro. Fiquei decepcionada, mas entendi. Então, ela falou pra eu ir até a sala de jantar. Fui e qual não foi minha surpresa quando me deparei com uma ceci montadinha. Cinza e rosa. Maravilhosa. Divina. Como andei nela. Como a emprestei para meus amigos. Como me diverti...
Minha grande decepção foi nunca ter ganho o Ken, namorado da Barbie. Minha mãe quis me dar quando eu já tinha quase 15 anos. Já era tarde. Não me interessava mais por isso.
*Ganhei de presente de aniversário do B, meu namorado. Amo.
Nem tudo são flores e lembranças.
Cenas da ocupação do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, duas semanas antes do início dos jogos do Pan.
- Foi o melhor que pudemos fazer - desculpou-se o pai."
(Extraído do livro "A menina que roubava livros", de Markus Zusak*)
Lendo este trecho, comecei a pensar sobre minha infância. Qual o brinquedo que mais gostei de ganhar? Sempre tive muitos brinquedos, alguns herdados das três irmãs mais velhas, mas em sua maioria todos dados a mim novinhos em folha pelas avós, tios e pais. Todo aniversário era aquela alegria. Festas lindas preparadas só para mim, amiguinhos enchiam a casa, parentes me enchiam de presentes. Lembro de alguns brinquedos com tanto carinho que me emociono até.
Mamãe sempre cheia de mimos adorava me dar ursinhos carinhosos e chuquinhas. As coleções cresciam e eu me maravilhava. Acordava cedinho e ia direto pra cama dos papais. Não tardava, mamãe voltava com a mamadeira de nescau. Deliciosa! Cochilava e quando ela me acordava novamente, bastava olhar para o criado-mudo ao lado da cama e lá estava um novo ursinho carinhoso ou uma nova chuquinha com seus mini-brinquedos. Coleções adoradas e que se perderam...
Certa vez, escolhi de presente de Natal uma boneca da estrela. Ela vinha com uma touca na cabeça e uma roupa que você colocava na água e revelava o sexo da boneca. Sim, podia ser um menino. Mas você podia ser sortuda e ganhar gêmeos. Bastava escrever para a Estrela e você recebia em casa a outra boneca. Minha mãe correu atrás demais. O lançamento se esgotou rapidamente. Até hoje, consigo me lembrar de alguns detalhes do local onde ela achou. Eu estava junto. Era tipo uma galeria e havia esta loja de brinquedos. Compramos a última boneca daquele local onde os brinquedos se empilhavam devido ao pouco espaço. Poeira você ganhava de brinde. Esperei ansiosamente a noite de natal. Abri, vovó preparou a bacia de água, coloquei a roupinha da boneca e descobri que tinha uma filha. O umbigo dela era um botão...
A primeira bicileta novinha a gente nunca esquece. Dia das crianças. Meus padrinhos me ligaram e disseram que eu deveria ir pra lá. Sai correndo. Cheguei e minha vó me deu uma bicicleta feita de arame (uma graça) e disse que adoraria me dar uma de verdade, mas não tinha dinheiro. Fiquei decepcionada, mas entendi. Então, ela falou pra eu ir até a sala de jantar. Fui e qual não foi minha surpresa quando me deparei com uma ceci montadinha. Cinza e rosa. Maravilhosa. Divina. Como andei nela. Como a emprestei para meus amigos. Como me diverti...
Minha grande decepção foi nunca ter ganho o Ken, namorado da Barbie. Minha mãe quis me dar quando eu já tinha quase 15 anos. Já era tarde. Não me interessava mais por isso.
*Ganhei de presente de aniversário do B, meu namorado. Amo.
Nem tudo são flores e lembranças.
Cenas da ocupação do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, duas semanas antes do início dos jogos do Pan.
segunda-feira, junho 18, 2007
Esta madrugada foi a última da minha amiga Andrea no portal. Por motivos pessoais e profissionais, ela decidiu deixar o trabalho. Ela assumiu meu lugar no TXT quando eu assumi o últimas notícias. Nos demos bem logo de cara. E desde dezembro convivíamos todos os dias. Aprendi tanto com ela, principalmente, na última semana. A moça mostrou ser alguém de princípios invejáveis. Alguém que não está disposta a entrar em algo que não concorda e não acredita. Poucos têm a coragem de tomar a decisão que tomou e de recusar a proposta que fizeram. Nos despedimos rapidamente para não nos emocionarmos. Só posso dizer que foram seis meses de companheirismo, amizade e aprendizado. Desejo a ela toda a sorte do mundo. Estou na torcida para que você conquiste tudo o que quer, Andrea. Sucesso!!!! Lembre-se da amiga aqui sempre que precisar. E não suma, please. Já estou com saudades das nossas brincadeiras. hahahaha. E das fofocas.
